Olá, cruise lovers! Esperamos que vocês estejam muito bem! Mas, para melhorar ainda mais, vamos falar sobre os navios brasileiros e como começaram os cruzeiros por aqui? Enquanto queremos, todavia, não podemos sair navegando por aí, conhecer o início de tudo é o que torna a nossa imaginação livre. Isso nos permite cruzar mares maravilhosos e planejar aquela tão sonhada viagem a bordo em breve.

A história dos cruzeiros e navios brasileiros  

Antes de mais nada, começamos 2021 aqui, em nosso Blog Quero Navegar, falando sobre a história dos cruzeiros em nível mundial. Nesse sentido, falamos no post sobre como começaram as viagens marítimas, de onde vieram os primeiros navios, como foram as viagens a lazer. Portanto, agora chegou a hora de falar sobre a nossa terra… Ops! Os nossos mares. Mais especificamente sobre os navios brasileiros, que também ficaram conhecidos como cisnes brancos por terem o casco branco e toda a elegância, fizeram viagens de 1963 a 1972 com brasileiros a bordo. 

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Neste cenário, antes de mais nada vale destacar o protagonismo e paixão do espírito aventureiro e determinado do italiano Aldo Leone, fundador da Agaxtur. Foi no início dos anos 1960 que o movimento começou. Nessa época, o turismo marítimo brasileiro mostrou à que veio. Com a entrega de quatro grandes navios, dois espanhóis e dois iugoslavos à então Companhia Nacional de Navegação Costeira a área iniciou sua guinada.

O navio Anna Nery, bem como o Rosa da Fonseca, foram os primeiros navios brasileiros, lançados em 1962. Desse modo, a primeira viagem de cruzeiro no Brasil foi em julho de 1963, para a Amazônia. O primeiro réveillon a bordo foi em dezembro de 1963, indo para Mar del Plata (Buenos Aires) e Montevidéu. 

Marco na área de turismo marítimo brasileiro

O ano de 1963 foi sobretudo, um marco para o turismo marítimo no país. Isso porque o entusiasmado (e determinado) Aldo Leone contratou um empréstimo milionário para fretar um navio com a condição de pagar antes do embarque. Foi então que ele encheu a embarcação com elite da sociedade paulistana e honrou com o seu compromisso.

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Os navios brasileiros

Anna Nery 

Navio Anna Nery

O Anna Nery tinha 150 metros de comprimento, 20 de largura e 10,44 mil toneladas brutas. Vale destaque para o elogiado serviço de bordo. “Era do A Baiúca, do Fasano, enfim, foi o início de tudo”, afirma Leone. 

Vale lembrar que o nome dado a este navio foi uma homenagem da companhia Costeira à Anna Justina Ferreira Nery, enfermeira baiana que se tornou heroína da Guerra do Paraguai.

Rosa da Fonseca

Irmão gêmeo do Anna Nery, uma vez que, ambos foram construídos na Iugoslávia, o Rosa da Fonseca, também ostentava conforto internacional em seus 180 metros de comprimento. O transatlântico, que então veio para substituir a antiga frota da Companhia Nacional de Navegação Costeira (CNNC) deslocava 10,4 mil toneladas. Em novembro de 1966, o gigante passou a integrar a frota do Lloyd Brasileiro. Foi vendido em 1975 para uma armadora que o revendeu para a OSK Lines. Em 1977, passou a ostentar no casco o nome Nippon Maru e fez cruzeiros pelo Extremo Oriente. Com o nome de Athirah, foi finalmente demolido em 1998.

Princesa Leopoldina 

Navio Princesa Leopoldina

Construído na Espanha para a Companhia de Navegação Costeira em 1962, o navio brasileiro Princesa Leopoldina teve vários donos e novos nomes nas décadas de 70 e 80. Logo depois, foi reformado como um cruzeiro de luxo para a companhia grega Epirotiki em 1988. Entretanto foi vendido a sucata em 2008.

Princesa Isabel

Princesa Isabel

Este navio brasileiro é irmão gêmeo do Princesa Leopoldina. Ambos foram construídos na Espanha nos anos 1960 e foram parte da Marinha Mercante para a Companhia de Navegação Costeira.

Assim como o Anna Nery, o Rosa da Fonseca e o Princesa Leopoldina, o navio Princesa Isabel possuía uma tripulação da melhor qualidade, que nada perdia para os transatlânticos das várias bandeiras que por aqui passavam.

Italianos em águas brasileiras: nova era a partir de 1969

Andrea C

Um outro navio que fez parte da história brasileira de cruzeiros, embora não seja brasileiro, mas sim italiano, é o Andrea C, que estreou no final dos anos 1960. Nele, os turistas podiam se deliciar com a gastronomia italiana, vinhos e compras italianos. “O glamour da época era viajar no Andrea C”, destaca Leone. Ele foi o primeiro navio italiano para cruzeiros marítimos a navegar em águas brasileiras. Na verdade, ele abriu espaço para muitos dos gigantes conterrâneos realizarem sonhos de brasileiros e cidadãos do mundo nos mares daqui, e de lá.


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